Capítulo 10 –
André se arruma
pra ir pra casa de Estrela, passa perfume e põe sua melhor roupa, seu primo
Reinaldo conversa com ele:
- Pela primeira
vez vai namorar sério, para a tristeza das piriguetes.
- Estrela é uma
menina diferente, com ela eu penso no meu futuro, não me vejo sem ela ao meu
lado, e o mais importante, ela retribui o sentimento que tenho por ela da mesma
forma que eu a amo, é recíproco.
- Boa sorte
então.
- E você com
Iara?
- Aquela lá é
irredutível, por mais que eu tente chamar atenção, contar piadinhas e flertar,
ela se recua cada vez mais, eu conversei com um cara que ficou com ela, ele me
disse que ela mesma deu em cima dele.
- Ela é uma
mulher independente, não vai conseguir conquista-la da mesma forma que as
outras, se ela quiser ficar com você, não vai esperar você convidar, te dou uma
dica, ela á sabe que você é afim dela, teta dar mole pra outra menina na frente
dela, só pra ver a reação.
- Boa ideia
cara.
Enquanto André
vai pra casa de Estrela, em outro bairro, Macabeu tem um perrengue com sua mãe,
ele chega em casa e a vê desmaiada:
- Mãe, o que
houve? – ele a carrega nos braços e a leva pra emergência – tudo vai ficar bem.
No ônibus, o Professor
Isaque sai da livraria e vê o jovem com uma senhora nos braços e fica curioso:
- Macabeu, quem
é essa senhora?
- É minha mãe,
ela passou mal, tô levando ela pra emergência.
- Esqueça isso,
conheço um médico que vai trata-la, deixa que eu pago os remédios.
O Professor
chamou um taxi e levou o jovem para um médico particular, 3 horas depois ela já
estava melhor:
- Se não fosse o
senhor eu ia esperar a madrugada inteira pra ser atendido, um dia eu vou te
pagar.
- Esqueça isso,
fica entre nós, digamos que isso seja uma lição extra de cidadania.
Na casa de
Estrela, André senta-se a mesa de jantar, a irmã mais nova dela lhe enche de
perguntas:
- E aí, vocês já
se beijaram de língua?
- Para com isso
menina, isso é coisa que se pergunte? – reclama a Dona Lucimara.
- Mas quero
saber uma coisa, que profissão pretende ter? – pergunta Seu Dorival
- Eu quero
trabalhar com automóveis, acho que vou fazer engenharia mecânica ou algo do
tipo.
- Vejo que pensa
no seu futuro, muito bem – elogia a mãe.
E depois de 1
hora, André e Estrela se despedem:
- Você se saiu
muito bem, merece um beijo – oferece ela.
- Nos vemos
amanhã?
- Com certeza –
e se despedem.
Pela manhã no
Colégio Amanhecer, Estrela dá uma dica a Tadeu sobre Manuela:
- Olha só estou
te contando sobre ela por que somos amigos, ela está com dificuldade em
Geografia.
- Eu sou ótimo
nessa matéria.
- Eu estou
fazendo dupla com ela no trabalho sobre relevos, vou chamar você para nos
ajudar.
- Valeu!
O Diretor Wilson
observa que Sol está usando uma chave no pescoço e pergunta:
- Quero saber
onde comprou, quero dar uma igual a minha filha.
- Meus pais me
deram antes de morrer, eu não sei o que ela abre, então fiz de corrente.
- Interessante –
ele sai da sala dos professores e vai a seu escritório com Macabeu – vamos sequestrar
a Professora Sol, depois pegamos a chave e jogamos ela em qualquer canto.
Preocupado,
depois de ser ajudado pelo Professor Isaque, ele o procura:
- Preciso contar
algo ao senhor.
- Diga-me logo.
Enquanto isso,
no pátio, enquanto Tadeu ensina geografia a Manuela, André pega seu violão e
Sonia pede aos L4:
- Toquem alguma
coisa, o intervalo desse colégio é muito monótono.
- Essa daqui eu
escrevi com Iara no ultimo ensaio – lembra Isaque.
E eles cantam:
Quando eu estiver desesperado,
tenho você.
Quando eu estiver desencantado,
Estás ao meu lado.
Não quero que você fique desolado,
Quando se sentir sozinho,
Eu estarei contigo.
Sempre se lembre da nossa amizade,
Meu amigo!
Sempre se lembre da nossa sinceridade,
Meu amigo!
Entre nós,
Não há segredo,
Por isso posso confiar em você!
Quando estiver se sentido triste,
Você tem a mim.
Quando estiver abatido,
Você tem a minha presença.
Não me deixe sozinho,
Preciso de um ombro,
Pra poder chorar!
Sempre se lembre da nossa amizade,
Meu amigo!
Sempre se lembre da nossa sinceridade,
Meu amigo!
Entre nós,
Não há segredo,
Por isso posso confiar em você!
E todos
aplaudem.
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