Capítulo 5 –
E Elias questiona:
- Como assim minha filha?
- Você partiu comigo grávida,
tentei entrar em contato com você, mas disseram que não podiam revelar seu
paradeiro, até que ela nasceu e eu cansei de esperar.
- Vamos fazer um DNA pra
confirmar tudo.
- E nós? Como ficamos?
- Não existe mais nós, eu sou pai de
outra criança.
- Tínhamos um compromisso!
- Me desculpe Ágata, só posso
assumir nossa filha.
Na cantina, Timóteo termina uma
ligação que fez a Bárbara que está doente, uma aluna nova se interessa por ele:
- Olá, sou Deise achei você
interessante, podemos conversar?
- Eu tenho namorada.
- Isso não quer dizer que você
não possa conversar com outras pessoas não é mesmo?
- Podemos ser amigos e somente.
E Vânia observa:
- Desgraçado, depois de mim,
agora quer chifrar Bárbara?
E na frente de todos os alunos, o
Diretor dá uma nova ordem:
- Os intervalos que eram de 20
minutos, agora serão de 10.
Todos começam a se revoltar:
- Não é justo, é nosso único
tempo livre! – reclama Inês.
- O intervalo é só para as
refeições e não para vadiar – e decide – os 10 minutos se passaram, voltem para
a sala!
E no 3º ano, os alunos se
mobilizam:
- Precisamos no organizar, nossos
pais pagam caro por essa escola, e não por uma prisão – diz Leopoldo.
- Todos reclamavam do meu Pai,
agora tomem aí! – disse Melissa.
- Seu pai não era lá essas
coisas, mas você está certa, ao menos tínhamos liberdade! – Reconhece Inês.
- Vamos protestar de uma forma
pacífica, através da música – sugere Humberto – com nossa manifestação ele pode
voltar atrás.
Todos concordam e passam uma
semana ensaiando a coreografia, e no intervalo começam a cantar:
Estou farto de te obedecer,
Ser apenas um brinquedo em sua mão,
Estou me sentido mais manipulado.
Controlando até o meu pensamento.
Não quero ouvir a sua voz,
Reprimindo ser aquilo que eu sonho,
Condenando o que eu quero ser,
Quero que você vá para o inferno!
Pareço sim mais um robô,
Um ser totalmente cibertrônico,
Automatizado ou manual,
Sendo controlado até na mente!
Se o meu jeito de pensar,
Não te agrada e não te faz contente,
Não posso fazer nada por você!
Não vou mudar pra te agradar,
Por que faço aquilo que eu amo,
Não posso interromper meu sonho,
Para poder te agradar!
Pareço sim mais um robô,
Um ser totalmente cibertrônico,
Automatizado ou manual,
Sendo controlado até na mente!
Se o que eu disser não te ferir,
Para que me reprimir?
Se o que eu faço não te prejudica,
Para que me condenar?
Pareço sim mais um robô,
Um ser totalmente cibertrônico,
Automatizado ou manual,
Sendo controlado até na mente!
Revoltado, o Diretor diz:
- Estão todos suspensos, ninguém
me desafia dessa forma!
Todos se decepcionam:
- Temos que achar algo que possa
tira-lo do poder – sugere Timóteo
- Todos os pais concordam com
ele, estamos ferrados – lamenta Vânia.
- Se tivéssemos nas mãos algo que
provasse que ele não presta, algum vacilo que ele deu, poderíamos colocar
nossos pais contra ele.
- Aí vai ser dureza – diz
Leopoldo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário